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10 de setembro de 2015

Básico, pero no mucho: Arroz com Pimentão Vermelho e Amêndoas Laminadas (Arroz Tasmânia)


Assim como eu, acredito que muitos já tenham tido aquela fase em que você faz o mesmo programa todo final de semana, vai sempre ao mesmo restaurante, pede a mesma coisa e está sempre com os mesmos amigos. Que fase é essa? A adolescência, claro. Durante esse período infernal eu tive várias fases memoráveis: a época do boliche, do cinema, do shopping, e dos jantares no Outback. Além da tradicional batata com queijo e bacon, eu sempre pedia uma carne com o Arroz Tasmânia. A receita de hoje, é uma reprodução de uma das guarnições que mais comi durante o meu colegial: Arroz com Pimentão Vermelho e Amêndoas Laminadas.

Quando minhas amigas e eu íamos jantar no Outback, existia uma experiência que ia muito além da comida. O ambiente, os jogos passando nas TVs e o bar com canecas de chopp espalhadas pelo balcão, transformavam completamente a atmosfera do restaurante: parecia um lugar de "gente grande". Ir ao Outback, sozinhas, era como ter mais idade do que realmente tínhamos. Mesmo quando nos embriagávamos de batata frita com queijo e bacon e um milkshake, estávamos nos desprendendo da imagem das adolescentes que frequentavam lugares como o McDonalds. O Outback, por incrível que pareça, era uma espécie de libertação de tudo aquilo que nos infantilizava. 


A diferença é que enquanto geral pedia hambúrguer, a draga que vos fala eu pedia um prato com carne e acompanhamento. É minha gente, desde sempre fui assim. Gostei tanto daquele arroz com pimentão que o garçom recomendou, que toda vez eu pedia o mesmo acompanhamento. Assim como as outras, claro que a fase Outback passou. Hoje, passar duas horas na fila de um restaurante é inviável. Para isso acontecer, preciso de um convite bem tentador tipo um happy hour cazamigas.


Mas, se você pensa que o Arroz Tasmânia se foi junto com a minha fase Outback, você está enganadíssimo. Até parece que eu, draga mór, ia deixar de comer arroz com pimentão só porque a minha adolescência passou. Durante a faculdade, dei um jeito de aprender uma receita que fosse parecida para não ficar órfão de um dos meus acompanhamentos prediletos. Acredito que o sabor do Outback seja bem acentuado pelo uso de temperos ou caldo de legumes durante o cozimento. Para a minha receita, deixei de fora os condimentos que considero "agressivos", e dei mais espaço para ressaltar o sabor do pimentão. Aí vai da sua escolha!


Uma prece para o arroz ficar soltinho, e vem comigo!

Para uma travessa de arroz:
  • 1 pimentão vermelho pequeno
  • 2 dentes de alho
  • 1 xícara de chá de arroz (previamente lavado e escorrido)
  • ¼ xícara de chá de amêndoas laminadas
  • 2 xícaras de chá água quente (talvez você precise de mais)
  • Fio de óleo
  • Sal a gosto
  • Pimenta branco a gosto

Antes de qualquer coisa, lave o arroz com água corrente e deixe secar no escorredor. Essa lavagem é importante para retirar possíveis sujeiras, ok? Coloque também a água para esquentar em fogo baixo - assim, quando você for utilizá-la ela já estará quente.

Pique o pimentão em cubinhos - quanto menor, melhor. Essa é a forma que eu gosto de comer, mas se você não se importar, pode cortar cubos maiores ou até mesmo em tiras. Reserve.

Em uma panela, coloque um fio de azeite e refogue os dentes de alho amassados até dourarem. Preste atenção para o alho não queimar, caso contrário ele vai deixar um sabor amargo no arroz.

Em seguida, adicione o pimentão vermelho e refogue até ele começar a murchar. Coloque as amêndoas e continue refogando por mais uns 2 minutos.

Junto à mistura de pimentão com amêndoas, refogue o arroz por 2 minutos ou até os grãos ficarem bem soltinhos.

Adicione a água quente, misture para desgrudar possíveis grãos grudados no fundo da panela. Em fogo médio, deixe a panela semi-tampada e salgue aos poucos a água. Quando a água secar, desligue o fogo, tampe a panela e não abra a tampa pelos próximos 10-15 minutos. O calor fará com que os grãos terminem de cozinhar. Eu gosto de "lacrar" a tampa com um pano de prato embrulhado. Se ao final do processo você sentir que os grãos ainda estão muito crús, adicione um pouco mais de água quente e espere secar. Não enxarque o arroz para não empapá-lo, ok? Por último, tempere com a pimenta branca.

Dicas: esse arroz acompanha muito bem carnes vermelhas. Eu, particularmente, gosto de comer com ovo pochê.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

25 de janeiro de 2015

Dupla infalível: Ovo Frito com Arroz, Alho Poró e Gengibre Crocante

arroz com ovo frito

Eu não sei vocês, mas já perdi a conta de quantas vezes tive que me virar com a dupla "arroz+ovo frito". Para muitos é, digamos assim, uma tristeza ter que se virar desse jeito. No meu caso, honestamente, é um momento de puro prazer. Aqui em casa, minha mãe e eu, somos bem adeptas dessa prática. Quando a preguiça bate, a pressa é muito ou algo inesperado acontece, é por essa dupla que optamos. Adoro ovo, seja na forma de omelete, mexido, pochê. Mas, de todas as formas, o frito ainda é o meu predileto. Aquela geminha mole escorrendo em cima do arroz é, no mínimo, espetacular. Melhor ainda quando tem um feijão fresquinho e uma couve refogada para acompanhar. Aí sim, é um verdadeiro desbunde.


Dia desses, muito por acaso, estava passeando pelo Food52 atrás de receitinhas e inspirações, quando me deparei com um arrozkovo um pouco mais elaborado. Ovo frito por definição é um prato muito simples, sem nada de firula. Portanto, qualquer espécie de "gourmetização" (ainda mais ultimamente) passa a ser bem duvidosa. Os ingredientes, no entanto, foram bem convidativos: óleo de gergelim, crispy de gengibre e alho poró. Como uma boa apreciadora de arroz com ovo frito, eu senti que PRECISAVA experimentar aquilo para ver se realmente valia a pena. Quem eu chamei para fazer parte do juri? Minha mãe, claro.


O mais curioso da receita é que ela dizia o seguinte: se você tiver restos de arroz cozido, utilize esse ao invés de fazer um novo. Esse foi o ápice. Só pelo fato de utilizar comida amanhecida, respeitei a receita um pouco mais. Gourmetização porcaria nenhuma, o real objetivo era o de evitar o desperdício de forma gostosa e criativa.



O resultado final foi além das minhas expectativas. Adorei e com certeza pretendo repetir. O gengibre deu uma "picância" no ponto certo, além de ter trazido crocância ao prato. O alho poró deixou o prato mais vivo e saboroso, ou seja, deu graça ao tradicional arroz branco. O melhor de tudo, é que mesmo com essa série de inclusões, o ovo frito ainda continuou sendo a estrela principal do prato.

Frigideiras à postos, vem comigo!

Para 4 pessoas:
  • 4 xícaras de chá de arroz cozido
  • 4 ovos
  • 1 talo de alho poró grande
  • 2 dentes grandes de alho amassados
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim (usei o torrado)
  • 1 pedaço de gengibre fresco
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Q/n de óleo vegetal

Comece preparando o alho poró. Lave bem o talo e corte em finas rodelas. Mostrei aqui o passo a passo. Reserve.


Descasque o gengibre com a ajuda de uma faca ou de um ralador. Pique em cubinhos pequenos. Reserve.


Em uma frigideira grande, aqueça o suficiente de óleo vegetal para fritar o alho e o gengibre. Mexa com a ajuda de uma escumadeira para o alho e o gengibre não queimarem. Frite até o gengibre adquirir uma cor marrom e aparência crocante. Seque com papel toalha e salpique com um pouco de sal logo em seguida. Reserve.




Em uma outra frigideira, coloque um fio de óleo para refogar as rodelas de alho poró. Refogue até o alho poró ficar macio e levemente crocante. Em fogo baixo, adicione o arroz e misture tudo até ele ficar aquecido. Adicione o óleo de gergelim, acerte o sal e a pimenta do reino. Desligue o fogo e reserve.




Coloque um fio de óleo em uma outra frigideira e frite um ovo de acordo com o seu gosto (gema mole, frito dos dois lados, gema um pouco mais rígida etc).


Para montar o prato, basta colocar o arroz com alho poró na base, dispor o ovo frito por cima e salpicar com a mistura de gengibre com alho. Sirva imediatamente!

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller