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17 de outubro de 2014

Sem erro: Pizza Três Queijos (Cream Cheese, Mussarela e Gorgonzola)


É impressionante, uma semana sem postar é o suficiente para deixar a minha vida esquisita. O blog já faz parte de mim e principalmente da minha rotina, então, quando acontece algo que me impossibilita de cozinhar e compartilhar, tenho a leve sensação de que alguma coisa está fora de ordem, fora do seu lugar. A semana foi bem frenética: projetos mil e um TCC obrigatório da pós. É minha gente, a vida não está fácil. Mas, em compensação, a receita de hoje é ridiculamente simples. E o melhor de tudo, você poderá testar no final de semana. Sabe por quê? Porque é uma comidinha espetacular que tem cara de final de semana: Pizza Três Queijos.


Testei a receita semana passada durante o momento “eu PRECISO de uma pizza”. Bateu aquela vontade insuportável repentina de fazer pizza caseira e, pela minha experiência, sabia que era algo relativamente fácil e simples. Ou seja, perfeita para aquela noite de domingo. Lembrei que havia comprado um pote de Catupiry e logo me animei veio a ideia de utilizá-lo na receita. Quando abri a geladeira, sur-pre-sa: algum bandido filho da mãe já tinha se apropriado do meu catu e devorado quase tudo. A quantidade restante não dava nem para o cheiro, ou melhor, gosto. O jeito foi improvisar e trocar por um pote de cream cheese Philadelphia. Para complementar, nada melhor que a tradicional mussarela e um queijo gorgonzola por cima para dar graça e sabor.



Gosto muito de uma receita de pizza que postei há um tempo atrás que leva mel na massa. O sabor fica um pouco mais adocicado, bem interessante. No entanto, como o intuito desse blog é mostrar coisas novas e receitas diversificadas, fui atrás de uma massa mais “básica”. Dessa vez eu troquei o mel por um teco de açúcar. A massa ficou boa, bem elástica e fácil de trabalhar. Sobre a troca do Catupiry pelo cream cheese, também foi bem satisfatório. Deu cremosidade na medida certa e sem ficar enjoativo.


Se você precisa de uma ideia para o final de semana, já vou logo avisando que essa pode ser a receita que você estava esperando. Fácil e com ingredientes comuns, ou seja, a prova de dores de cabeça. Vai por mim!

Coloque umas cervejas para gelar e vem comigo!

Para uma pizza:

Massa
  • 250g de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de açúcar
  • 1 colher de chá de fermento biológico seco (eu gosto do da Fleischmann)
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de azeite extra virgem + para untar
  • 160ml de água morna
  • 1 colher de sopa

Recheio
  • 75g de cream cheese (meio pote)
  • 200g de queijo mussarela (se achar pouco, coloque um pouco mais)
  • 100g de queijo gorgonzola
  • 1 xícara de chá de molho de tomate 

Comece pela massa. Esquente a água até ela ficar morna, junte-a ao açúcar e ao fermento. Misture com um garfo para dissolver bem o fermento. Deixe descansando por 10 minutos até a mistura espumar. Se isso não acontecer, repita a operação. Se a água estiver quente demais, o fermento não fará efeito, ok?



Em um bowl, misture a farinha com o sal. Despeje o azeite por cima e, logo em seguida, a mistura líquida. Comece misturando com uma espátula. Quando a massa começar a pegar forma, sove/misture com as mãos por uns 10 minutos. A massa deverá ficar lisa e bem homogênea. Coloque um pouco de azeite no bowl, disponha a massa e cubra o recipiente com um pano. Deixe descansar em um lugar quente (pode ser dentro do forno desligado) por 1h. Passado o tempo, a sua massa estará maior. Sove novamente com as mãos e deixe descansar mais meia hora.



Pré-aqueça o forno a 250º. Abra a massa na forma com as mãos (não deixe muito grossa, ok?). Espalhe molho. Em seguida, distribua o cream cheese pela pizza. Cubra com o queijo mussarela e, por último, rale queijo gorgonzola por cima.




Asse por 20 minutos. Lembre-se que o tempo varia de forno para forno, portanto, antes de retirar do forno certifique-se que a massa não está crua e que a pizza está moreninha.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

17 de junho de 2014

Glúten Free: Pizza de Abobrinha


Pensando no meu pai, certa vez comprei uma farinha sem glúten para fazer um pão caseiro, um bolo ou algo assim. Pesquisei por diversos sites, blogs e fóruns. O negócio é que eu nunca encontrei nenhuma receita que me chamasse a atenção de verdade que me parecesse realmente gostosa e apetitosa. Fui enrolando, enrolando enrolando mais um pouco, até esquecer da tal farinha no armário. Um dia meses depois, me deparei com aquele saco de farinha esquecido no canto da prateleira. Paguei tão caro por aquele saquinho que me senti na obrigação de dar fim nele. A solução que encontrei foi a de desapegar da ideia de achar uma boa receita e, tentar algo por conta própria.



Tinha feito um molho de tomate no dia anterior e, claro, guardado um potinho na geladeira ao invés de congelar tudo. Adivinhem? Obrigatoriamente a minha receita teria molho no meio. Tinha que ter. O que fazer? Pizza, claro.


O recheio? Queijo seria fácil batido demais, carnes estavam fora do contexto já que a Veroca participaria da refeição comilança. Escolha unânime: abobrinha. Sim, pizza de abobrinha. Sem preconceitos pessoal! Eu juro que ela é realmente boa. Com um bom molho e um ótimo parmesão ralado, não tem erro.




Utilizei a mesma receita da pizza de atum com mussarela para fazer a massa. Como a farinha é mais leve que a tradicional, tive que que modificar um pouco as medidas. Gostei da experiência! A pizza ficou mais leve que o normal. E com certeza, se um dia eu tiver algum problema entrar em uma dieta louca essa será uma alternativa e tanto!

Quer ver?

Para uma pizza:

Massa
  • 2 e 1/2 xícaras de chá de farinha
  • 1 e 1/2 colher de sopa de azeite
  • 1/2 xícara de chá de água morna
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 e 1/2 colher de chá de fermento biológico seco
  • 1 colher de café de sal

Recheio
  • 1 abobrinha
  • Q/n de molho de tomate
  • Q/n de parmesão ralado (se não tiver, pode substituir pela mussarela)


Esquente a água e adicione o mel com o fermento. Misture bem e deixe descansar por 10 minutos.


Em um bowl (ou batedeira), adicione a farinha sem glúten, o sal e o azeite. Misture. Adicione aos poucos o preparo com fermento e, mexa com a ajuda de uma espátula até a massa tomar forma. Se quiser, trabalhe com as mãos até a massa ficar homogênea e consistente. Cubra a massa com um pano e deixe descansar por 1h em um ambiente quentinho. A massa dobrará de tamanho.



20 minutos antes de abrir a massa, pré aqueça o forno à 180º.

Enfarinhe a superfície e abra a massa com a ajuda de um rolo. Coloque-a na forma (untada com um pouco de azeite) e leve para assar por 10 minutos. 



Rapidamente, rale com a ajuda de um mandolim a abobrinha. Ela deve ficar bem fina.





Retire a massa do forno e espalhe o molho de acordo com o seu gosto. Eu gosto de pizza bem molhadinha, então coloquei bastante. Disponha as rodelas de abobrinha em cima do molho. Cubra com parmesão ralado. Leve para assar por mais 10-15 minutos. Para deixar a pizza com um aspecto bonito, ligue o grill por aproximadamente 5 minutos.












Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

22 de abril de 2014

O que esperar de um sábado a noite: Pizza de Atum com Cebola e Mussarela


A pizza é um clássico da gastronomia italiana, no entanto, virou símbolo aqui na Terra da Garoa. Já foi evidenciado que São Paulo ocupa o 2º lugar no ranking das cidades que mais consomem pizza no mundo, ficando atrás apenas de Nova York. Em 2013, um levantamento apontou que existem cerca de 8 mil pizzarias na região metropolitana, sendo que 70% delas trabalham apenas com delivery. Atualmente existem cerca de 230 sabores disponíveis, dos mais clássicos, passando pelos criativos e chegando nos gourmets. São consumidas em médias, 800 mil unidades por dia na capital paulista, ou seja, 53% do consumo total brasileiro. Não se convenceu que falar de pizza com paulistano é falar de coisa séria?


Pois bem, faça o teste. Quer saber o que você acha na porta da geladeira de um típico paulistano? Imã com número de telefone de alguma pizzaria da região (isso quando não são vários). É um fato que de todos os rituais que o paulistano tem, o de comer pizza é um dos mais sagrados importantes. Quando ele faz isso? Todo dia Especialmente aos finais de semana. Das 19h as 23h é possível ver um movimento intenso de motoboys nas portarias dos mais diversificados prédios da capital paulista fazendo a felicidade da galera entregando a famosa redonda. Isso sem falar das filas nas portas da mais diversas pizzarias da cidade.


Aqui em casa a coisa não é muito diferente. Comemos pizza pelo menos dois finais de semana por mês. Se nós enjoamos? Jamais. Saborear um belo pedaço de pizza é sempre um prazer imenso.  Isso sem falar do cheiro. Eu - particularmente - acho enlouquecedor entrar no elevador quando uma pessoa está segurando uma pizza que acabou de pegar com o motoboy. É de matar. Você pode ter acabado de comer, vai ficar com vontade mesmo assim.


Por causa dessa nossa paixão, decidi fazer uma pizza no final de semana. Tudo para agradar os meus dois ogrinhos prediletos, no caso, meu pai e meu irmão. Como foi a primeira vez que eu fiz uma pizza, me preocupei mais em acertar a massa. Fiz umas pesquisas e decidi trocar o açúcar pelo mel. Ficou bem interessante e super suave! Em relação ao recheio, fui bem simples: atum, cebola e queijo mussarela. Eu usei o molho de tomate que a minha mãe faz (um dos melhores que eu já provei), porque acho o industrializado muito forte e ácido! Não dá para comparar com uma pizza feita em forno à lenha, mas definitivamente é digna de infinitos repetecos!


Vem comigo!

Para uma pizza:

Massa
  • 1 1/2 xícara de chá de farinha
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 xícara de chá de água morna
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 1/2 colher de chá de fermento seco biológico
  • 1 colher de café de sal

Recheio
  • 2 latas de atum
  • 1 cebola média cortada em rodelas
  • 4 xícaras de chá de mussarela ralada (fatiada vai menos)
  • 4 azeitonas pretas (usei as chilenas que são grandes)
  • Q/n de molho de tomate

Comece pela massa. Esquente a água e, adicione o mel e o fermento. Misture bem e deixe descansar por 10 minutos.


Em uma batedeira (utilize a pá para massas pesadas), adicione a farinha, o sal e o azeite. Em velocidade baixa, vá adicionando a mistura de mel e fermento. Deixe bater por uns 10 minutos. Ou então, sove a massa com as mãos (confesso que fiz isso porque comecei a ficar impaciente rs). A massa deve ficar homogênea, elástica e completamente desgrudada das mãos. Com um pano, deixe a massa descansar por 1h em um ambiente quentinho (eu liguei a luz do forno e coloquei ela lá).




Depois de 1h, pré-aqueça o forno à 180º.

Em uma superficie enfarinhada, abra a massa com a ajuda de um rolo. Faça o formato que lhe agradar (eu fiz uma retangular). Unte com um pouquinho de azeite a assadeira e disponha a massa.



Asse apenas a massa por 10 minutos. Retire do forno.


Com a massa pré-assada, faça uma camada de molho, uma de atum e outra de cebolas. Cubra completamente com o queijo. Corte as azeitonas pela metade e disponha pela pizza. Volte para o forno e asse por 20 minutos, ou até o queijo derreter completamente e as bordas ficarem moreninhas.




Dica: não faça uma massa muito fina para ela não correr o risco de ficar seca e crocante demais.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller