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18 de junho de 2015

Ba-ta-ta. Ou melhor, man-di-o-ca: Escondidinho de Linguiça


Esse é um daqueles típicos posts que me causou bastante dor de cabeça. Ou melhor, a horrível sensação de que eu estava pulando uma etapa. Quem, em sã consciência, fala primeiro de escondidinho de linguiça antes do clássico de carne seca? Deixa que eu respondo: euzinha. Quem acompanha o blog, sabe que eu não sigo ordem nenhuma e posto basicamente o que me vem à cabeça. É assim e não tem jeito minha gente! Se você não sabe fazer o de carne, fique tranquilo que um dia eu ensino. Separe as panelas que a receita de hoje é sensacional: Escondidinho de Linguiça.

O escondidinho de linguiça é uma daquelas receitas de comadres, típica de uma simples conversa na porta do elevador. Antigamente, nós só comíamos escondidinho de carne seca, no caso, porque não conhecíamos nenhuma outra versão. Há algum tempo, quando ainda fazia home office, fui ao supermercado com a minha mãe e na volta encontramos com uma vizinha na garagem. Papo vem, papo vai, lembrei que tinha esquecido de comprar a carne seca para o escondidinho do final de semana. Logo cortei o papo e comecei a me ajeitar para voltar ao supermercado. A vizinha se ligou e disse que eu podia “dar um jeitinho”. Desse jeitinho, descobri o escondidinho de linguiça.

De um modo geral, eu sou bem chata quando o assunto é salsicha, linguiça e alguns embutidos. É, eu sou uma dessas criaturas insuportáveis que ficam pensando na procedência, reparam na textura e torcem o nariz quando alguma coisa não sai conforme o esperado. Esqueci a carne seca, mas tive que sair de qualquer forma para achar uma boa linguiça calabresa.

Fiquei com o pé atrás, confesso. Linguiça é uma daquelas coisas que eu só como no espeto (churrasco) ou então em forma de ragú com alguma massa ou polenta. Minha mãe nunca estimulou o consumo de linguiça em casa, então além de não termos o hábito, eu também não me sinto muito confortável preparando um prato em que ela seja a estrela.



Tentei seguir a receita, mas é lógico que eu não consegui. A minha implicância com a linguiça fez com que eu alterasse um ou outro passo. Sorry. Se acharem chatice demais, com certeza vocês saberão quais etapas devem ser ignoradas. Enfim, para a minha surpresa eu realmente gostei do prato. Achei extremamente saboroso e consistente. No final das contas, eu passei quase que a preferir essa versão à de carne seca!



Vem comigo!

Para 5 pessoas:
  • 1kg de mandioca
  • 2 linguiças calabresa grandes
  • 150ml de molho de tomate    
  • 1 cebola média
  • 200g de creme de leite (1 caixinha)  
  • Parmesão ralado para gratinar
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Água para cozinhar a mandioca
  • Água para cozinhar a linguiça
  • Azeite se houver necessidade
  • Manteiga para untar
Comece pelo mais complicado: a mandioca. Descasque e corte em pedaços de cerca de 4 a 5 cm. Em seguida, coloque-os em uma panela, cubra com água e deixe cozinhar com a tampa por aproximadamente 20/30 minutos, se a mandioca é nova. Para quem não sabe se é nova ou não, o ideal é esperar ferver por 10 minutos e  seguir vigiando. Quando a mandioca cozinha bem, os pedaços incham e até se rompem. O ponto ideal é quando espetar um pedaço com um garfo e sentir que ele está completamente macio. Desligue.

Enquanto a mandioca cozinha, prepare o restante. Delicadamente retire a pele da linguiça calabresa com uma faca. Em seguida, corte de comprido em 4 partes. Fatie pequenos pedaços.
Em uma frigideira ou panela, cubra os pedaços de linguiça com água e leve ao fogo. A água quente soltará a gordura e deixará a linguiça um pouco menos gordurosa. A espuma branca que se formar é a gordura que se desprende da carne. Quando ferver, desligue e jogue fora toda a água.
Refogue a linguiça escaldada. Se houver necessidade e a linguiça grudar na frigideira, acrescente um fio de azeite. Quando a linguiça estiver no ponto (eu gosto dela tostadinha), retire da panela e seque com papel toalha para tirar mais um pouquinho da gordura. Volte a linguiça para a frigideira e misture com o molho de tomate. Reserve.

Corte a cebola em rodelas e refogue com azeite rapidamente. Reserve.
Quando a mandioca estiver bem macia, prepare o purê. É importante você NÃO descartar a água do cozimento, ok? Aos poucos, amasse com um garfo pedaço por pedaço. Descarte as fibras duras que estiverem no meio dos pedaços.
Volte a mandioca amassada para a panela e misture com o creme de leite. Se houver necessidade, acrescente pouco a pouco parte da água do cozimento. Espere dar o ponto do purê de acordo com o seu gosto. Acerte o sal e a pimenta. Não exagere muito porque a linguiça já é salgada, ok?


Unte com um pouquinho de manteiga a assadeira/pirex. Faça uma camada com o purê de mandioca. Cubra com o molho de linguiça. Em seguida, espalhe por cima a cebola refogada. Por última, faça uma segunda camada de purê e finalize com um pouco de parmesão ralado.






Asse em forno pré-aquecido à 180º por 20 minutos ou até começar a borbulhar. Se tiver grill no fogão, utilize-o para dar uma coloração mais bonita. 

Dica: se achar que tem muito purê, não precisa utilizar tudo. Assim o seu escondidinho não ficará muito massudo.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

17 de junho de 2014

Gostinho defumado: Nhoque de Ricota com Berinjela Defumada e Molho de Tomate


Vocês se lembram daquele hamburguinho de ricota que eu fiz aqui? Minha mãe gostou tanto da experiência que quis repetir a dose. Mas, eu sou aquele tipo de pessoa que não vê muita graça em fazer a mesma receita. O meu negócio é procurar algo novo sempre que possível. Como ela queria muito, eu tive que pensar em uma saída. A primeira mudança foi fazer porções menores, que lembrassem nhoques. A segunda, foi achar um legume legal e saboroso para colocar no meio da massa de ricota. Pensei em abobrinha, claro. Mas ao abrir a geladeira, me deparei com uma das maiores berinjelas que eu já tinha visto na minha vida. Eu TINHA que utilizá-la.


Eu não tenho ideia de onde minha mãe tirou aquela berinjela. Uma pena eu não ter tirado foto, mas se a minha descrição tiver algum valor, eu pensei que fosse transgênica. Ela era TÃO grande e TÃO vistosa, que parecia ter saído de uma produção mega premium. Ela não tinha cara de hortinha orgânica, onde os legumes são menorzinhos e mais feios.


Eu já mostrei aqui como gosto de berinjela, mas tem um porém que eu nunca contei. Dependendo da forma como ela for feita eu não como. Não como porque odeio aquele gosto amargo característico dela e, acho sim que ele estraga muitos pratos. A solução que achei foi de prepará-la como se fosse fazer um babaganush, ou seja, defumá-la na boca do fogão. Tive que partir a berinjela na metade e consequentemente, dividir a metade em duas partes. Sucesso, o gosto ficou ótimo! Deu um toque super especial à ricota que é meio, digamos assim, neutra insossa.



Para o hamburguinho fiz como acompanhamento uma saladinha de tomate. Dessa vez, ao invés do tomate em si, preferi tirar um molho de tomate caseiro que estava congelado. Eu literalmente optei por um nhoque de ricota, com direito a molho ao sugo e tudo que tinha direito! Com o tempinho frio que tem feito esses dias, acho que caiu muito bem!

Vem comigo!

Para 30 nhoques:

  • 350g de ricota 
  • 200g de berinjela
  • 1 xícara de chá de parmesão ralado
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 colher de café de amido de milho (maisena)
  • Q/n de molho de tomate
  • Sal a gosto
  • Azeite a gosto

Lave bem a berinjela, espete-a com um garfo e coloque na boca do fogão. Vá virando aos poucos até sentir que todos os lados foram queimados. Você vai perceber que a pele abre um pouco. Corte em cubinhos (bem pequenos) e reserve.


Amasse a ricota com a ajuda de um garfo, junte o parmesão ralado, a noz moscada e o amido de milho. Misture bem.


Adicione a berinjela picada e misture novamente. Certifique-se de que incorporou bem todos os ingredientes. Se necessário, acerte o sal.




Com a ajuda de uma colher de chá, pegue pequenas porções da massa e molde com as mãos pequenas bolinhas. Achate-as levemente.


Esquente uma frigideira e coloque um fio de azeite. Disponha os nhoques de ricota na frigideira quente e deixe que eles fiquem bem queimadinhos por baixo antes de virá-los. Faça isso com muito cuidado, ok? Como eles são muito delicados, com pouco cuidado você corre o risco de desmanchá-los.


Esquente o molho de tomate e forre um prato com ele. Disponha os nhoques de ricota por cima. Se quiser, salpique um pouco de parmesão por cima.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

Glúten Free: Pizza de Abobrinha


Pensando no meu pai, certa vez comprei uma farinha sem glúten para fazer um pão caseiro, um bolo ou algo assim. Pesquisei por diversos sites, blogs e fóruns. O negócio é que eu nunca encontrei nenhuma receita que me chamasse a atenção de verdade que me parecesse realmente gostosa e apetitosa. Fui enrolando, enrolando enrolando mais um pouco, até esquecer da tal farinha no armário. Um dia meses depois, me deparei com aquele saco de farinha esquecido no canto da prateleira. Paguei tão caro por aquele saquinho que me senti na obrigação de dar fim nele. A solução que encontrei foi a de desapegar da ideia de achar uma boa receita e, tentar algo por conta própria.



Tinha feito um molho de tomate no dia anterior e, claro, guardado um potinho na geladeira ao invés de congelar tudo. Adivinhem? Obrigatoriamente a minha receita teria molho no meio. Tinha que ter. O que fazer? Pizza, claro.


O recheio? Queijo seria fácil batido demais, carnes estavam fora do contexto já que a Veroca participaria da refeição comilança. Escolha unânime: abobrinha. Sim, pizza de abobrinha. Sem preconceitos pessoal! Eu juro que ela é realmente boa. Com um bom molho e um ótimo parmesão ralado, não tem erro.




Utilizei a mesma receita da pizza de atum com mussarela para fazer a massa. Como a farinha é mais leve que a tradicional, tive que que modificar um pouco as medidas. Gostei da experiência! A pizza ficou mais leve que o normal. E com certeza, se um dia eu tiver algum problema entrar em uma dieta louca essa será uma alternativa e tanto!

Quer ver?

Para uma pizza:

Massa
  • 2 e 1/2 xícaras de chá de farinha
  • 1 e 1/2 colher de sopa de azeite
  • 1/2 xícara de chá de água morna
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 e 1/2 colher de chá de fermento biológico seco
  • 1 colher de café de sal

Recheio
  • 1 abobrinha
  • Q/n de molho de tomate
  • Q/n de parmesão ralado (se não tiver, pode substituir pela mussarela)


Esquente a água e adicione o mel com o fermento. Misture bem e deixe descansar por 10 minutos.


Em um bowl (ou batedeira), adicione a farinha sem glúten, o sal e o azeite. Misture. Adicione aos poucos o preparo com fermento e, mexa com a ajuda de uma espátula até a massa tomar forma. Se quiser, trabalhe com as mãos até a massa ficar homogênea e consistente. Cubra a massa com um pano e deixe descansar por 1h em um ambiente quentinho. A massa dobrará de tamanho.



20 minutos antes de abrir a massa, pré aqueça o forno à 180º.

Enfarinhe a superfície e abra a massa com a ajuda de um rolo. Coloque-a na forma (untada com um pouco de azeite) e leve para assar por 10 minutos. 



Rapidamente, rale com a ajuda de um mandolim a abobrinha. Ela deve ficar bem fina.





Retire a massa do forno e espalhe o molho de acordo com o seu gosto. Eu gosto de pizza bem molhadinha, então coloquei bastante. Disponha as rodelas de abobrinha em cima do molho. Cubra com parmesão ralado. Leve para assar por mais 10-15 minutos. Para deixar a pizza com um aspecto bonito, ligue o grill por aproximadamente 5 minutos.












Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

21 de maio de 2014

Essencial: Molho de Tomate Caseiro


Em todas as receitas que levam molho de tomate, eu sempre aconselho a utilizarem um que seja caseiro. O motivo disso é que aqui em casa não entra molho industrializado há anos! Temos o hábito de fazer a nosso próprio molho e não abrimos mão disso. Por que? Simples. O sabor. Nada se compara ao sabor de um molho de tomate caseiro e fresquinho.

Que minha mãe é super saudável, vocês já sabem. Mas que essa onda começou quando eu era bem mini, poucos imaginam. Quando alguém vem aqui em casa e abre o nosso freezer por algum motivo ou está presente quando abrimos para pegar alguma coisa, ela costuma ficar um pouco chocada com a quantidade de vidros de molho congelados. Molho de tomate aqui em casa é que nem queijo ralado, não pode faltar! Vai que nem água. Sempre tem que ter.


Além de ser MUITO mais saboroso, não tem aquele cheiro ácido que o industrializado tem. Esse odor forte vem dos conservantes, corantes e outras coisinhas a mais. O caseiro tem uma textura diferente, uma cor muito melhor (aquele vermelhão é puro corante!) e gosto de tomate. Devem estar pensando que sou louca, mas juro que não sou talvez um pouquinho. Depois que você se acostuma com o caseiro, fica difícil de engolir o industrializado. Para vocês terem ideia, cansei de pegar molho congelado e levar para viagens feitas em turma. No começo todo mundo fala um monte que sou fresca, depois, ficam agradecendo loucamente.


Fazer molho de tomate caseiro não é difícil, mas demanda um pouco de tempo. Ah! E também não rende muito. Mas ju-ro que compensa! Você pode guardar em potes de vidros e armazenar no freezer por bastante tempo, então vale a pena.

Se valer a dica, COMA antes de congelar. Com pão, queijo, em um risotinho. Juro que você não vai se arrepender! Ele feitinho no dia é simplesmente sensacional!


Vem comigo!

Para 3 vidros de molho de tomate:


  • 12 tomates
  • 6 dentes de alho amassados
  • 1 cebola média bem picada
  • 1 colher de chá de açúcar
  • Sal a gosto
  • Azeite a gosto 

Lave bem os tomates e faça uma cruzinha nos "bumbuns" deles. Coloque-os lado a lado em uma forma e asse-os à 180º até a pele começar a soltar (se o tomate estiver bem maduro, o cozimento é mais rápido podendo levar cerca de meia hora). Isso fará com que eles cozinhem e soltem a pele com mais facilidade. Retire do forno, espere esfriar um pouco e com a ajuda de um faca, puxe a pele.






Corte os tomates em 4 partes e retire os cabinhos duros.


Coloque tudo no liquidificador (com semente) e bata bem.


Coloque um fio de azeite em uma panela grande e quente, e refogue os dentes de alho amassados e a cebola picada.


Despeje a mistura de tomates em uma peneira e com a ajuda de uma colher, coe o molho. Isso fará com que as sementes fiquem separadas.



Cozinhe em fogo baixo até engrossar e perder um pouco da água. Aqui você pode optar por dois tipos de cozimento. Se quiser um molho mais espesso, cozinhe sem a tampa - isso fará com que a água evapore mais rápido. Se desejar um molho menos espesso, deixa a panela semi-tampada. Quando o molho estiver pronto, adicione sal a gosto e uma colher de chá de açúcar (para cortar a acidez). Misture bem.



Dica: esse é o molho bem básico e sem temperos. Você pode: cortar umas rodelas de cenoura cozida, bater separado e juntar ao molho para deixar menos ácido; colocar temperos como manjericão, orégano, louro etc.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller