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17 de junho de 2014

Gostinho defumado: Nhoque de Ricota com Berinjela Defumada e Molho de Tomate


Vocês se lembram daquele hamburguinho de ricota que eu fiz aqui? Minha mãe gostou tanto da experiência que quis repetir a dose. Mas, eu sou aquele tipo de pessoa que não vê muita graça em fazer a mesma receita. O meu negócio é procurar algo novo sempre que possível. Como ela queria muito, eu tive que pensar em uma saída. A primeira mudança foi fazer porções menores, que lembrassem nhoques. A segunda, foi achar um legume legal e saboroso para colocar no meio da massa de ricota. Pensei em abobrinha, claro. Mas ao abrir a geladeira, me deparei com uma das maiores berinjelas que eu já tinha visto na minha vida. Eu TINHA que utilizá-la.


Eu não tenho ideia de onde minha mãe tirou aquela berinjela. Uma pena eu não ter tirado foto, mas se a minha descrição tiver algum valor, eu pensei que fosse transgênica. Ela era TÃO grande e TÃO vistosa, que parecia ter saído de uma produção mega premium. Ela não tinha cara de hortinha orgânica, onde os legumes são menorzinhos e mais feios.


Eu já mostrei aqui como gosto de berinjela, mas tem um porém que eu nunca contei. Dependendo da forma como ela for feita eu não como. Não como porque odeio aquele gosto amargo característico dela e, acho sim que ele estraga muitos pratos. A solução que achei foi de prepará-la como se fosse fazer um babaganush, ou seja, defumá-la na boca do fogão. Tive que partir a berinjela na metade e consequentemente, dividir a metade em duas partes. Sucesso, o gosto ficou ótimo! Deu um toque super especial à ricota que é meio, digamos assim, neutra insossa.



Para o hamburguinho fiz como acompanhamento uma saladinha de tomate. Dessa vez, ao invés do tomate em si, preferi tirar um molho de tomate caseiro que estava congelado. Eu literalmente optei por um nhoque de ricota, com direito a molho ao sugo e tudo que tinha direito! Com o tempinho frio que tem feito esses dias, acho que caiu muito bem!

Vem comigo!

Para 30 nhoques:

  • 350g de ricota 
  • 200g de berinjela
  • 1 xícara de chá de parmesão ralado
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 colher de café de amido de milho (maisena)
  • Q/n de molho de tomate
  • Sal a gosto
  • Azeite a gosto

Lave bem a berinjela, espete-a com um garfo e coloque na boca do fogão. Vá virando aos poucos até sentir que todos os lados foram queimados. Você vai perceber que a pele abre um pouco. Corte em cubinhos (bem pequenos) e reserve.


Amasse a ricota com a ajuda de um garfo, junte o parmesão ralado, a noz moscada e o amido de milho. Misture bem.


Adicione a berinjela picada e misture novamente. Certifique-se de que incorporou bem todos os ingredientes. Se necessário, acerte o sal.




Com a ajuda de uma colher de chá, pegue pequenas porções da massa e molde com as mãos pequenas bolinhas. Achate-as levemente.


Esquente uma frigideira e coloque um fio de azeite. Disponha os nhoques de ricota na frigideira quente e deixe que eles fiquem bem queimadinhos por baixo antes de virá-los. Faça isso com muito cuidado, ok? Como eles são muito delicados, com pouco cuidado você corre o risco de desmanchá-los.


Esquente o molho de tomate e forre um prato com ele. Disponha os nhoques de ricota por cima. Se quiser, salpique um pouco de parmesão por cima.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

7 de abril de 2014

Inshallah! Esfihas Fechadas Recheadas (Carne e Ricota Temperada)



Sempre tive uma queda bem grande por comida árabe: esfiha aberta, fechada, folhada, quibe frito, quibe crú, tabule, charutinho de uva, arroz com lentilha, docinhos diversos com pistache, nozes, damasco... Hmmm, são tantos que eu não consigo decidir qual é o meu predileto! Das casas/restaurantes, também é impossível eleger o melhor! Quando pequena frequentava o Jaber e a Catedral com as minhas avós que moravam ali do lado. Com o meu pai ia até a Esfiha Imigrantes. Já a minha mãe sempre optou pelo Almanara (até hoje os melhores charutinhos de uva), pela Brasserie Victoria (a esfiha de carne é ma-ra-vi-lho-sa), pelo Raful (sério, as melhores esfihas de SP), Arábia e assim em diante. Ou seja, opção nunca faltou para eu me deliciar com os pratos árabes.



Apesar de AMAR comer comida árabe, quase nunca como algo que não seja de um local especializado nelas. Todo mundo sabe que de todos pratos árabes, foram dois os que realmente caíram no gosto do povo: quibe e esfiha de carne fechada. E bom, sejamos honestos, esfiha e quibe que vende em posto de conveniência, padaria, lanchonete de colégio e assim em diante, não seguem a receita tradicional a risca. Na verdade, não segue porcaria nenhuma! Pimenta síria, hortelã e outros temperinhos são, digamos assim, "esquecidos". E cá entre nós, sem os temperos certos... Fica faltando alguma coisa!



Já estava ensaiando para fazer esfihas há um bom tempo. Meu gorduchinho de plantão pai, já estava lançando indiretas de que um dia eu poderia fazer uma tentativa. Bom, todo mundo aqui em casa já aprendeu que para me tentar é só jogar a ideia. O resto, acontece quase que naturalmente. Perguntar se eu quero experimentar uma receita nova é igual perguntar se eu quero dinheiro, logo, a resposta sempre será sim. Pois bem, esfihas here we go!



Fiz uma receita e dividi em dois recheios: carne e ricota. Como eu sou exagerada generosa, digamos que o recheio não deu para as 15 esfihas rs. Então, tive que apelar para a mussarela que também ficaram boas. Tirando isso, sucesso absoluto!



Vem comigo habib!

Para 15 esfihas grandes:

Para a massa
  • 2 tabletes de fermento biológico fresco (cada um de 15g)
  • 500ml de leite morno (usei desnatado)
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 1 1/2 colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 6 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo (aproximadamente 780g)
Para o recheio de ricota
  • 250g de ricota esfarelada (usei a da Yema)
  • 1/2 cebola pequena picada
  • 2 colheres de sopa de cebolinha picada
  • 2 colheres de sopa de salsinha picada
  • 1 ovo
  • Sal a gosto
  • Pimenta síria a gosto
  • Azeite a gosto
Para o recheio de carne
  • 250g de carne moída (de preferência, EVITE usar a congelada)
  • 1 tomate picado sem semente
  • 1/2 cebola pequena picada
  • Suco de meio limão
  • Sal a gosto
  • Pimenta síria a gosto
  • Azeite a gosto
Comece pela massa. Em um potinho, dissolva os tabletes de fermento com um pouco de leite morno. Em seguida, em um recipiente grande, junte o fermento dissolvido com o restante do leite morno. Adicione o sal, o açúcar e o óleo. Mexa bem.




Aos poucos adicione a farinha e trabalhe a massa com as mãos (eu acho mais fácil). Trabalhe até ela desgrudar completamente da mão. Se houver necessidade, adicione mais um pouquinho de farinha.




Faça uma bola com a massa e deixe descansar (coberta por um pano) por aproximadamente meia hora.

Enquanto a massa descansa, prepare os recheios. Para o de carne, esquente uma panela, coloque um fio de azeite (sem miséria, ok?) e refogue a cebola em fogo médio/baixo até ela ficar transparente (não queremos ela queimada). Adicione os tomates e refogue até eles ficarem molhinhos e soltarem água.



Adicione a carne e refogue até ela cozinhar. Fique atento e tente soltar os grumos ao máximos. Quando ela estiver pronta, desligue o fogo, adicione o suco do limão e os temperos. Acerte o sal de acordo com o seu paladar. Reserve.



Para o de ricota, esquente uma panela (se for usar a mesma, lave para não pegar o gosto da carne) e coloque um fio de azeite. Refogue meia cebola picada em fogo médio/baixo até ela ficar transparente. Desligue o fogo.



Adicione a ricota esfarelada (já mostrei como se faz aqui e aqui), o ovo, as ervas e a pimenta síria (de acordo com o seu paladar). Misture muito bem até formar uma pasta. Acerte o sal. Reserve.




Pré-aqueça o forno à 200º.

Volte para a massa! Com esse tempo de descanso, ela já terá inchado um pouco. Faça bolinhas (eu fiz 15) e deixe-as descansando mais uns 10 minutos em uma forma. Lembre-se de cobrir com um pano, ok?




Passados os 10 minutos, em uma superfície lisa e enfarinhada (pouca farinha hein), abra uma bolinha com a ajuda de um rolo e coloque duas colheres de sopa de recheio no centro. Você pode fechar como quiser! Para as de carne fiz um triângulo e para as de ricota um travesseiro. Se quiser faça uma barquinha ou um paltelzinho! Apenas certifique-se que você fechou bem todos os lados (para o recheio não escapar). Unte as formas com óleo antes de dispor as esfihas recheadas.






Coloque as esfihas para assar à 200º por 10 minutos. Depois disso, abaixe o fogo para 180º e deixe assando por 30 minutos ou até ficarem douradas!

A receita pode parecer trabalhosa por ter muitas etapas. No entanto, eu garanto que é não é nenhum bicho de sete cabeças!

Dica: se as suas esfihas ficarem ressecadas, molhe um pano de prato e torça bem, deixando-o apenas úmido. Disponha sobre as esfihas por um tempo.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

27 de fevereiro de 2014

Comfort food: Frango Cremoso com Alho Poró e Ervilhas


Essa receitinha eu fiz em um dia que queria almoçar algo com cara de "comida caseira", mas que fugisse do tradicional arroz+feijão+filé de frango+ salada. Queria uma comidinha gostosa, reconfortante e saborosa... No entanto, diferente. Abri a geladeira e fiquei olhando pra ela um bom tempo! As vezes estou tão acostumada com certos pratos, que fica difícil criar algo completamente novo e comum. O problema é que a hora do almoço estava chegando, e eu precisava preparar algo rápido! Quando a fome bate, sai de baixo.


A primeira coisa que olhei foram os filés de frango, sempre tenho alguns preparados e temperados! Então, ali estava a minha base, agora eu só precisava dos complementos. Eu tinha comprado um talo de alho poró para fazer uma quiche, mas achei que ele ficaria interessante com o frango. Gosto do sabor forte do alho poró e acho que ele combina super com uma carne mais leve! Escolhi mais um legumes, no caso, as ervilhas. Gosto de usar ervilhas congeladas, acho que além de quebrarem um galho enorme, elas também - pasmem - são saborosas. Prato colorido né gente!

Frango, alho poró e ervilhas. Até aí tudo bem, mas cadê a liga para tudo isso? Tudo bem que o Carnaval está chegando, mas calma lá! Tudo tem limite. Por mim eu colocava uma caixinha de creme leite, afinal de contas, tá aí uma coisa que melhora qualquer prato. No entanto, como eu estou em um eterno projeto verão, optei por um creme de ricota caseiro. Se você não tiver, tudo bem! Pode colocar o meu amado creme de leite, requeijão, cream cheese. Você escolhe o que é melhor! E para finalizar, um pouquinho de mostarda dijon para dar um toque especial.


Modéstia a parte, mas ficou do caralho muito bom. Bem saboroso, cremooooso, com cara de comidinha caseira, reconfortante. Ou seja, tudo aquilo que eu estava buscando! Com certeza essa é uma receita que eu vou repetir mais vezes. Talvez, da próxima vez eu acrescente umas cenourinhas picadas!

Ah! Eu servi com um arroz branquinho, mas o frango pode ser acompanhado por uma saladinha verde tranquilamente e batata palha também!



Vem comigo!

Para 4 pessoas:
  • 500g de peito de frango em cubos/iscas/lascas
  • 1 talo de alho poró
  • 1 xícara de chá de ervilhas congeladas (eu AMO as da D'Aucy)
  • 3 colheres de sopa de creme de ricota
  • 1 colher de chá de mostarda dijon (sempre uso a da Maille)
  • 3 colheres de sopa de cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • Q/n de leite ou água
  • Sal a gosto
  • Pimenta lemon pepper ou do reino a gosto
  • Azeite

Comece limpando o alho poró. Eu não sei se vocês sabem, mas o alho poró é plantado diretamente na terra, então é muito importante limpá-lo bem para que não caia nenhuma sujeirinha terra indesejada na sua comida! Corte a raíz e as folhas verdes. A raíz você joga fora, as verdes você lava em água corrente. É sempre bom passar a faca na extensão do talo e retirar a primeira camada. Lave as folhas e a primeira camada muito bem. Depois, corte em rodelas o que der. A parte das folhas mais escura não deve ser utilizada porque é muito dura, então você pode ou jogar fora ou guardar para fazer um caldo de legumes caseiro. Rodelas cortadas e lavadas, reserve.




Em uma frigideira, refogue no azeite a cebola picada e o alho. Em seguida, refogue os cubos de frango. Certifique-se que a carne está cozida e refogue até o frango ficar douradinho. Reserve.



Na mesma frigideira, refogue o alho poró até ele murchar. Eu não gosto dele molóide, então refogo até ele ficar crocante. Faça de acordo com o seu gosto!


Quando o alho estiver bom, volte o frango para a frigideira e adicone as ervilhas. Mexa por uns três minutos.


Adicione o creme de ricota (sem regular) e a mostarda dijon. Mexa até incorporar todos os ingredientes.


Se você quiser uma consistência bem cremosa, adicione um pouco de leite ou água de acordo com o seu gosto. Acerte o sal e a pimenta.



Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

5 de fevereiro de 2014

Só vendo para crer: Hamburguinho de... Ricota!


A minha mãe, dona Veroca para os mais íntimos, é vegetariana de carteirinha. Esse é um dos motivos pelos quais eu faço muitos pratos sem carne, assim ela também pode comer a vontade. É muito comum ela ler alguma receita, provar algum prato fora e depois me contar para ver se reproduzimos aqui em casa. Ela chega devagarinho, como quem não quer nada, contando "meio que nem aí" mas, nunca se esquece de um único detalhe. 

A novidade dessa vez foi um tal de hamburguer de ricota. A minha reação foi "oi?". Ela pode ser vegetariana, mas eu não. As vezes uma carninha é muito bem vinda. Para os que já me viram em um churrasco, sabem muito bem disso. Hamburguer para mim tem que ser suculento, macio, saboroso... E com carne! Quando escuto a palavra "hamburguer" a primeira coisa que me vem a cabeça são as monstruosidades que saem da cozinha da Hamburgueria Nacional suspiros.

Então, AONDE QUE NESSA VIDA hamburguer de ricota é uma coisa boa? Com certeza esse foi um daqueles pratos que eu fiz bem descrente, ou seja, com a expectativa abaixo da sola do meu pé. E só para variar, felizmente eu estava errada! Leve, saboroso, bonito, crocante por fora e cremoso por dentro... Uma maravilha! E com uma boa saladinha de tomate bem temperada, posso dizer que eles formaram um par perfeito!

Hamburguer de ricota para duas pessoas:
  • 500g de ricota (uso sempre a da Yema, até hoje a melhor que já experimentei)
  • 4 colheres de sopa cheias de queijo parmesão (diga não ao de saquinho!)
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de cebola picada
  • 1 ovo
  • Suco de meio limão
  • Q/n de noz moscada
  • Q/n de cebolinha
  • Sal e pimenta lemon pepper a gosto
  • Azeite


Esfarele a ricota com a ajuda de um garfo. Em um bowl, misture a ricota esfarelada, a farinha, o parmesão, o ovo e o suco de limão. Em seguida, adicione a noz moscada, a cebola e a cebolinha. Acerte o sal e a pimenta.

Se a massa ficar mole, deixe ela descansar um pouco na geladeira.

Em uma frigideira quente, adicione um fio de azeite e comece a dourar os hamburgueres. Frite os dois lados até ficar bem dourado.

Sirva os hamburgueres de ricota acompanhados de uma salada de tomate ou de outra do seu gosto.

Dicas: se quiser uma consistência mais cremosa adicione um pouco de creme de leite ou maionese, também fica uma delícia. Caso você queira algo ainda mais light, troque a farinha de trigo por farelo de aveia. E por último, experimente adicionar alguma castanha picada (cajú, pará, nozes ou pistache).

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

22 de janeiro de 2014

Leveza em forma de sobremesa: Torta de Ricota com Raspas de Limão!


Houve uma época que quando tínhamos almoço de família, minha mãe sempre se encarregava de fazer a sobremesa. O problema, é que apesar das inúmeras receitas disponíveis, ela gostava de preparar apenas três delas: cocada cremosa, tapioca cremosa e torta de ricota. Ao longo dos anos a família foi enjoando, e felizmente, passaram a tarefa da sobremesa para uma outra tia. Desde então, nunca mais comemos os famosos pratos doces da Dona Veroca - em especial a torta de ricota com raspas de limão.

Até o final de semana passado.

Comprei uma ricota com a intenção de fazer uma massa recheada, no entanto, acabei esquecendo e ela ficou perdida na geladeira. Quando lembrei vi que ou eu usava ela já, ou então, seria obrigada a jogá-la fora. Por sorte era aniversário do meu tio, e minha mãe me pediu para fazer um doce leve por conta do calor. Há! Senti que depois de muito tempo, a família estaria pronta para comer novamente a Torta de Ricota.

Resultado: não sobrou nem um pedacinho.

Para uma torta:
  • 500g de ricota fresca (uso a da Yemma que é macia e saborosa. Sem piadas, ricota pode ser saborosa)
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 medidas da lata de leite
  • 4 ovos - gemas e claras separadas
  • 3 gotas de essência de baunilha
  • 3 colheres de açúcar
  • 3 colheres de amido de milho
  • Raspas de um limão

Esfarele a ricota com a ajuda de um garfo, assim ficará mais fácil de bater no liquidificador. Acrescente o leite condensado, o leite, o açúcar, as gemas, o açúcar, a baunilha e o amido de milho. Bata bem até formar um líquido bem homogêneo.

Na batedeira, bata as claras em neve até ficar em pontos firmes.

DELICADAMENTE, incorpore a massa líquida as claras em neve com a ajuda de um fouet. Tente desfazer todos os grumos. Adicione as rapas do limão.

Em uma assadeira untada e enfarinhada, despeje a massa e leve para assar em forno médio por aproximadamente 40 minutos. Como o tempo pode variar de forno para forno, você saberá que a torta ficou pronta quando ela estiver moreninha em baixo e em cima, e começar estufar a ponto de abrir.

Dica: ela fica ótima quando acompanhada de sorvete de creme.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

16 de janeiro de 2014

Stupendo: Conchiglione Gratinado com Recheio à Base de Ricota


Não adianta. Nutricionistas abominam, quem quer perder uns quilinhos sofre (e não adianta falar o contrário que não acredito!), o personal trainer fala que é a primeira coisa a ser cortada, já foi comprovado que a digestão é rápida e portanto não alimenta muito, não é rica em minerais e outras coisas que o nosso corpo precisa. Mas, apesar de tudo e todos conspirarem contra, difícil encontrar uma pessoa que não sucumba ao prazer de se deleitar com um belo prato de massa.

Com molho vermelho, branco, aos queijos. Recheada com carne, presunto, castanhas. Ou simplesmente com manteiga, alho, parmesão ralado. Spaghetti, talharini, lasanha, fusili, rigattoni, raviolli, capeletti, parafuso. Whatever, sou fã declarada e não tenho a menor vergonha disso! Tem coisa mais gostosa, prática e reconfortante do que um belo prato de massa em um dia frio? Não, não tem caro leitor.

Sempre que vou a zona cerealista da cidade, faço uma visitinha a casa Flora. Para quem não conhece, é um empório fantástico! Repleto de especiarias diferenciadas, queijos importados, vinhos e, massas. Boas massas italianas - não estou falando de Divella, estou falando DAQUELAS. E toda vez que entro no empório, não consigo sair de lá com as mãos vazias. Dessa vez me dei de presente uma caixa de conchigliones artesanais.

Comprei uma boa ricota, algumas castanhas e já comecei a elaborar um prato para o final de semana. Não precisava de muito, afinal, a estrela principal seria o conchiglione em si.

Para 4 pessoas:
  • 1 caixa de conchigliones
  • 500g de ricota
  • 3 colheres de sopa de requeijão cheias
  • 1 xícara de chá de parmesão ralado (evite o de saquinho!!!)
  • 1/3 de um pedaço de gorgonzola ralado
  • Mix de temperos (orégano, alho desidratado, manjericão)
  • Noz moscada ralada na hora (só um pouco!)
  • Q/n de castanhas de cajú picadas (se não tiver, improvise: pistache, castanha do pará, nozes etc.)
  • Q/n de molho de tomate
  • Azeite
  • Sal a gosto


Em uma panela, aqueça água para cozinhar o macarrão. Salgue com sal e coloque um fio de azeite. Cozinhe a massa de acordo com as instruções estipuladas na embalagem. Depois de pronto, escorra e deixa esfriar.

Amasse a ricota e misture com o resto dos ingredientes. Procure deixar o recheio bem uniforme. Dessa forma, será muito mais fácil de rechear as conchas. Prove e acerte o sal.
Com a ajuda de uma colher de sobremesa, faça pequenas bolinhas com o recheio. Delicadamente - eu digo delicadamente porque estraguei as primeiras conchas rs - abra as conchas e preencha com o recheio. Provavelmente você não conseguirá rechear todas as conchas, então, não se preocupe se sobrarem algumas.

Fore uma forma com o molho de tomate e disponha as conchas recheadas. Polvilhe com parmesão ralado. Coloque para assar até o queijo derreter e o molho borbulhar.

Dica: lembre-se de separar um bom vinho tinto para acompanhar a refeição!

Bon Appétit!

Bisous,


Mariana Muller