14 de abril de 2014

OMG!!! Alerta de gordice: Waffles com Ganache de Chocolate e Banana


Quando eu era pequena, minha mãe sempre dizia para o meu irmão e eu a importância em saber dividir as coisas. Logo, se o meu irmão comprou uma máquina de waffles ela também pode ser considerada minha. Certo?




Quando meu irmão apareceu em casa contando a nova aquisição DELE e para a casa DELE, eu - literalmente - quase tive um treco. Sempre quis ter uma máquina de waffles mas nunca tive coragem de investir em uma. Você sempre pensa que vai usar uma, duas, três vezes e depois deixar largada no armário ocupando espaço. Tentei convencer minha mãe a fazer isso por mim, porque né, se fosse ela comprando e não usando, a culpa não cairia sobre a minha pessoa. No entanto, nunca obtive sucesso com os meus discursos de como seria interessantíssimo produzir waffles na nossa cozinha.




Para quem não sabe, os waffles surgiram na Europa e da lá conquistaram o resto do mundo por que será?. Tanto é que apesar da cultura disseminada por outros países europeus como Holanda, Alemanha e França, a Bélgica hoje leva o título de "especialista no assunto". E eu concordo com isso. Inclusive, na Bélgica o que conhecemos como waffles leva o nome de "gauffre", cada uma com as suas devidas variações (lyonnaise, de Liège etc).



Quando adolescente, tive o prazer de conhecer duas cidades belgas com a minha família: Bruges e Bruxelas. Em ambas, eu provei os chamados Belgian Waffles vendidos em barraquinhas de rua bora colocar a culpa nos hormônios da adolescência. É uma lou-cu-ra. Com muito chocolate, morango, chantilly, açúcar, sorvete. E se você está pensando que a quantidade de cobertura é normal, você está redondamente enganado. É uma montanha de calorias gostosuras. Ou seja, uma verdadeira perdição.



Como essa foi a minha primeira receita de waffles, não quis arriscar muito. Fiz uma "massa base" para waffles doces (sim, existem variações). Nada de misturar frutas, gotas de chocolate, baunilha, canela etc. Apenas ela, purinha. Pronta para receber uma cobertura doce. Escolhi como topings uma ganache de chocolate ao leite e bananas cortadas em rodelas. Além de ser fácil, são ingredientes que podem ser achados em qualquer supermercado e em qualquer época do ano.




Vem comigo!  

Para 5 waffles redondas (grandes e gordinhas):
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 2/3 de xícara de chá de leite
  • 2 ovos em temperatura ambiente
  • 6 colheres de sopa de óleo vegetal
  • Manteiga em temperatura ambiente para untar

Para o toping
  • 1 barra de chocolate ao leite
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • 1 colher de chá de manteiga
  • 4 bananas Prata ou Nanica
Comece pela ganache de chocolate. Em uma panela, quebre a barra de chocolate e adicione a manteiga. Em banho-maria derreta todo o chocolate. Quando ele estiver derretido, tire a panela do banho-maria, adicione o creme de leite e mexa até formar um creme homogêneo. Reserve. Pique as bananas e reserve.





Na batedeira (se não quiser, use um bowl e um fouet), bata todos a farinha, o açúcar, o sal, o leite, os ovos e o óleo até formar uma massa bem homogênea. Adicione o fermento e bata novamente (apenas para incorporá-lo a massa). Deixe a massa descansar por 5 minutos.





Aqueça a máquina de waffle e unte com um pouquinho de manteiga. Isso vai fazer com que a sua waffle não grude, além de dar uma cor mais bonita à ela.



Espalhe na chapa uma concha e meia de massa (ou até cobrir tudo) e feche a máquina. Cuidado para não colocar muita massa! Ela acaba vazando e crescendo por causa do fermento, ok? Eu coloquei na temperatura máxima e deixei uns 5/6 minutos. Gosto de waffles bem torradinhas, mas isso vai de acordo com o seu gosto.



Dica: se você for servir todas as waffles juntas, eu recomendo que você esquente o seu forno na temperatura mais baixa e deixe-as lá dentro depois de prontas. Isso fará com que elas cheguem quentinhas à mesa!

Bon Appétit!

Bisous,
Mariana Muller

10 de abril de 2014

Isso sim é skavuska: Penne com Salmão Defumado Flambado com Vodka


Eu tenho um hábito terrível: sempre que tenho a oportunidade de passar pelo free shop compro uma garrafa de vodka. Quem me conhece bem, sabe que eu não tenho o costume de tomar vodka e que das bebidas alcóolicas a que eu mais gosto é vinho. Por que eu faço isso? Acho que são resquícios da faculdade #desculpamãe. Esses dias parei e olhei bem para as garrafas que estavam dando sopa no bar. E aí pensei, "será que não posso cozinhar com vodka?". Jantar a vista, hora de testar!

Anote aí o que tenho para dizer: se você for fazer um jantar, não invente de fazer algo complicado demais. Tente simplificar ao máximo, assim você também consegue aproveitar e se divertir. Nada de servir mil pratos e acompanhamentos diversos, é besteira! No entanto, não é porque você quer simplificar que não pode impressionar. Você pode sim fazer alguma coisa diferenciada, sem ter muito trabalho. E no final, levar todos os créditos hm, espertinha. Entenderam? 


Foi assim que eu descobri o penne feito com salmão defumado e flambado com vodka. Quer saber o que eu sujei? Um frigideira e só (tirando a panela do macarrão). Apesar de ser uma massa comum, levava um ingrediente um tanto quanto diferenciado: o salmão defumado. Para dar um toque a mais, foi só flambar com vodka e mencionar na hora de servir. Acredite: deu para impressionar sem fazer nenhum muito esforço.

Nunca havia feito essa receita e gostei bastante do resultado. Gosto de tudo que é defumado por causa do sabor acentuado! Tive um pouco de receio com a vodka. Pensei que no momento em que eu flambasse o molho, ele ficaria com um gosto muito forte. Para a minha surpresa ficou muito suave e deu um toque bem interessante ao prato. Definitivamente pretendo repetir outras vezes com outros convidados!


Ah! O macarrão. Pela segunda vez compramos uma massa da marca Tivva, que é feita à base de milho! Isso mesmo, é sem glúten alô celíacos, sem gordura trans, sem sódio e sem nada de origem animal. Também não tem corantes e nem conservantes. É SUPER saudável! Eu adoro e recomendo. É bem mais leve que massas feitas à base de trigo e ovo, além de ter um sabor diferente.

Pegue uma garrafa de vodka e dê o primeiro shot, o seu pacote de salmão defumado e mãos à obra!

Para 2 pessoas:
  • 200g de salmão (dois pacotes)
  • 300g de penne (ou qualquer outra massa curta)
  • 1/2 cebola picada em cubos
  • 50ml de vodka
  • 100ml de creme de leite fresco (eu usei o de caixinha)
  • Salsinha picada a gosto
  • Manjericão fresco a gosto (não coloque demais, ele costuma roubar o sabor)
  • Orégano seco a gosto
  • Q/n de azeite
  • Q/n de sal
  • Q/n de pimenta do reino

Em uma panela com água e sal, cozinhe o macarrão. Preste atenção para ele ficar al dente. Escorra e reserve.


Retire o salmão defumado da embalagem e pique grosseiramente. Reserve.



Em um frigideira, coloque um fio de azeite e doure o cebola. Acrescente o salmão defumado e refogue rapidamente (coisa de 1 minuto). Retire a panela do fogo, derrame a vodka e flambe (eu usei um hashi de madeira. Queimei a pontinha e depois de derramar a vodka, passei a pontinha com fogo pelo álcool. Como sou medrosa, achei um bom jeito de ficar longe do fogo). PELO AMOR DE DEUS, coloque a garrafa bem longe do fogão/fogo para evitar acidentes, ok? Mexa a panela até o fogo apagar.




Adicione o creme de leite e misture bem para não talhar. Quando ele estiver completamente dissolvido, deixe reduzir rapidamente (uns dois minutos). Desligue o fogo.



Adicione o penne e as ervas. Acerte o sal e a pimenta.


Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

9 de abril de 2014

My sweet NY: Bagels com Cobertura de Gergelim


Quando você pergunta do que um americano se alimenta, normalmente as pessoas dizem "coca-cola, hambúrguer, pizza e hot dog". De fato, isso não é mentira. No entanto, a culinária americana é composta de muitas outras porcarias coisas, dentre elas: bagels. 

Puro, com muito cream cheese, geleia ou salmão defumado. Com cobertura de gergelim, sementes de papoula ou sem nada. Branquinho ou integral. No café da manhã, no lanche ou no almoço. Com café preto, chá ou refrigerante. Anyway, acho que deixei claro o meu ponto: bagels estão presentes na cultura americana assim como a baguete está para os franceses.  


Nunca fui fã de bagels porque sempre achei um pão muito pesado e massudo. No entanto, isso mudou na minha última viagem a NY. Logo que chegamos, após fazer o check-in fomos  reconhecer o território dar uma voltinha pelos arredores do hotel. No meio da nossa caminhada, avistamos um Dean&DeLuca. Como bons gordilhos turistas, paramos para comer alguma coisa tomar um café.



Óbvio que ninguém ali queria apenas um cafézinho. Faça-me o favor, né! Avistei a vitrine e morri com tantas opções tinha um bagel com sementes de papoula que me chamou muita atenção! Apesar das minhas objeções em relação aos bagels, pedi. Pedi e para o meu espanto comi tu-do. Pela primeira vez na vida, comi um bagel inteiro. Resultado: comi muitos bagels ao longo da viagem.

Esses dias fiquei saudosa e como ninguém tem o hábito de comer bagels por aqui, eu mesma decidi fazê-los. Amei e pretendo repetir muitas outras vezes! Substitui o cream cheese por uma pasta de ricota. Super recomendo! 


Let's go!

Para 7 bagels:
  • 400g de farinha de trigo
  • 30g de fermento fresco (2 tabletes)
  • 35g de açúcar
  • 200ml de leite
  • 40g de manteiga
  • 5g de sal
  • Q/n de óleo
  • Q/n de gergelim 

Esquente o leite com a manteiga e reserve. O leite deve ficar morno, ou seja, se você colocar o dedo na panela consegue ficar com ele imerso sem se queimar.


Na batedeira, escolha o batedor apropriado para massas pesadas (o que parece um gancho). Se você não tiver ou simplesmente não quiser usar a batedeira, pode trabalhar a massa com as mãos. Junte a farinha, o açúcar, o fermento quebrado e o sal. Coloque o fermento longe do açúcar e do sal (como mostrado na foto). Misture.



Adicione lentamente o leite com a manteiga derretida. Deixe a massa bater por 10 minutos em velocidade baixa/média. Ela deve ficar bem homogênea.



Coberta por um pano, deixe a massa descansar por meia hora. Ela vai dobrar de tamanho!


Pré-aqueça o forno a 200º.

Com as mãos, faça uma rosquinha com um furo no meio. Deixe descansar por mais 10 minutos.


Ferva água em uma panela e quando levando levantar fervura, abaixe o fogo. Mergulhe os bagels (faça 2 ou 3 de cada vez e deixe cozinhar 1 minuto de cada lado. Retire a umidade com um papel toalha e disponha-os em uma assadeira untada com óleo. Se quiser, faça alguma cobertura! Eu usei gergelins torrados.




Deixe assar por 30 minutos ou até ficarem dourados.

Dica: como cobertura você pode colocar alho desidratado, sementes de papoulas, canela, parmesão ralado etc.

Bon Appétit!

Bisous,
Mariana Muller

7 de abril de 2014

Inshallah! Esfihas Fechadas Recheadas (Carne e Ricota Temperada)



Sempre tive uma queda bem grande por comida árabe: esfiha aberta, fechada, folhada, quibe frito, quibe crú, tabule, charutinho de uva, arroz com lentilha, docinhos diversos com pistache, nozes, damasco... Hmmm, são tantos que eu não consigo decidir qual é o meu predileto! Das casas/restaurantes, também é impossível eleger o melhor! Quando pequena frequentava o Jaber e a Catedral com as minhas avós que moravam ali do lado. Com o meu pai ia até a Esfiha Imigrantes. Já a minha mãe sempre optou pelo Almanara (até hoje os melhores charutinhos de uva), pela Brasserie Victoria (a esfiha de carne é ma-ra-vi-lho-sa), pelo Raful (sério, as melhores esfihas de SP), Arábia e assim em diante. Ou seja, opção nunca faltou para eu me deliciar com os pratos árabes.



Apesar de AMAR comer comida árabe, quase nunca como algo que não seja de um local especializado nelas. Todo mundo sabe que de todos pratos árabes, foram dois os que realmente caíram no gosto do povo: quibe e esfiha de carne fechada. E bom, sejamos honestos, esfiha e quibe que vende em posto de conveniência, padaria, lanchonete de colégio e assim em diante, não seguem a receita tradicional a risca. Na verdade, não segue porcaria nenhuma! Pimenta síria, hortelã e outros temperinhos são, digamos assim, "esquecidos". E cá entre nós, sem os temperos certos... Fica faltando alguma coisa!



Já estava ensaiando para fazer esfihas há um bom tempo. Meu gorduchinho de plantão pai, já estava lançando indiretas de que um dia eu poderia fazer uma tentativa. Bom, todo mundo aqui em casa já aprendeu que para me tentar é só jogar a ideia. O resto, acontece quase que naturalmente. Perguntar se eu quero experimentar uma receita nova é igual perguntar se eu quero dinheiro, logo, a resposta sempre será sim. Pois bem, esfihas here we go!



Fiz uma receita e dividi em dois recheios: carne e ricota. Como eu sou exagerada generosa, digamos que o recheio não deu para as 15 esfihas rs. Então, tive que apelar para a mussarela que também ficaram boas. Tirando isso, sucesso absoluto!



Vem comigo habib!

Para 15 esfihas grandes:

Para a massa
  • 2 tabletes de fermento biológico fresco (cada um de 15g)
  • 500ml de leite morno (usei desnatado)
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 1 1/2 colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 6 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo (aproximadamente 780g)
Para o recheio de ricota
  • 250g de ricota esfarelada (usei a da Yema)
  • 1/2 cebola pequena picada
  • 2 colheres de sopa de cebolinha picada
  • 2 colheres de sopa de salsinha picada
  • 1 ovo
  • Sal a gosto
  • Pimenta síria a gosto
  • Azeite a gosto
Para o recheio de carne
  • 250g de carne moída (de preferência, EVITE usar a congelada)
  • 1 tomate picado sem semente
  • 1/2 cebola pequena picada
  • Suco de meio limão
  • Sal a gosto
  • Pimenta síria a gosto
  • Azeite a gosto
Comece pela massa. Em um potinho, dissolva os tabletes de fermento com um pouco de leite morno. Em seguida, em um recipiente grande, junte o fermento dissolvido com o restante do leite morno. Adicione o sal, o açúcar e o óleo. Mexa bem.




Aos poucos adicione a farinha e trabalhe a massa com as mãos (eu acho mais fácil). Trabalhe até ela desgrudar completamente da mão. Se houver necessidade, adicione mais um pouquinho de farinha.




Faça uma bola com a massa e deixe descansar (coberta por um pano) por aproximadamente meia hora.

Enquanto a massa descansa, prepare os recheios. Para o de carne, esquente uma panela, coloque um fio de azeite (sem miséria, ok?) e refogue a cebola em fogo médio/baixo até ela ficar transparente (não queremos ela queimada). Adicione os tomates e refogue até eles ficarem molhinhos e soltarem água.



Adicione a carne e refogue até ela cozinhar. Fique atento e tente soltar os grumos ao máximos. Quando ela estiver pronta, desligue o fogo, adicione o suco do limão e os temperos. Acerte o sal de acordo com o seu paladar. Reserve.



Para o de ricota, esquente uma panela (se for usar a mesma, lave para não pegar o gosto da carne) e coloque um fio de azeite. Refogue meia cebola picada em fogo médio/baixo até ela ficar transparente. Desligue o fogo.



Adicione a ricota esfarelada (já mostrei como se faz aqui e aqui), o ovo, as ervas e a pimenta síria (de acordo com o seu paladar). Misture muito bem até formar uma pasta. Acerte o sal. Reserve.




Pré-aqueça o forno à 200º.

Volte para a massa! Com esse tempo de descanso, ela já terá inchado um pouco. Faça bolinhas (eu fiz 15) e deixe-as descansando mais uns 10 minutos em uma forma. Lembre-se de cobrir com um pano, ok?




Passados os 10 minutos, em uma superfície lisa e enfarinhada (pouca farinha hein), abra uma bolinha com a ajuda de um rolo e coloque duas colheres de sopa de recheio no centro. Você pode fechar como quiser! Para as de carne fiz um triângulo e para as de ricota um travesseiro. Se quiser faça uma barquinha ou um paltelzinho! Apenas certifique-se que você fechou bem todos os lados (para o recheio não escapar). Unte as formas com óleo antes de dispor as esfihas recheadas.






Coloque as esfihas para assar à 200º por 10 minutos. Depois disso, abaixe o fogo para 180º e deixe assando por 30 minutos ou até ficarem douradas!

A receita pode parecer trabalhosa por ter muitas etapas. No entanto, eu garanto que é não é nenhum bicho de sete cabeças!

Dica: se as suas esfihas ficarem ressecadas, molhe um pano de prato e torça bem, deixando-o apenas úmido. Disponha sobre as esfihas por um tempo.

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller