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2 de outubro de 2015

Para o aperitivo: Tapenade de Azeitonas Pretas

Quando o assunto é aperitivo, o meu pai se enquadra perfeitamente no perfil da turma das antigas. Gosto de brincar que ele é old school: canapés, queijos e sempre uma bebida à mão. Pode ser cerveja, vinho, whisky, campari ou, dependendo do tempo, caipirinha. O ritual de tirar uma horinha antes de qualquer almoço no final de semana é - literalmente - sagrado e, claro, ninguém se mete. Ele monta a bandejinha dele, prepara a própria bebida, escolhe uma trilha sonora - que pode ser jazz, MPB, bossa ou chorinho - senta na varanda e fica apreciando o momento. Sabendo que ele adora fazer isso, fiz um agradinho para ele se deleitar enquanto fica olhando para o vazio: Tapenade de Azeitonas Pretas.

A tapenade é de origem francesa, mais especificamente da região da Provence. O solo provençal é ótimo para o cultivo de vinhas e de oliveiras, logo, é reconhecida também pelos seus vinhos, azeites e azeitonas. De uma região dessas, nada mais esperado que um clássico feito à base das fantásticas olivas. A palavra "tapenade" é originária do termo "tapeno", que significa "alcaparras" - um dos seus ingredientes chaves. A grande verdade é que a tapenade é uma pasta à base de alcaparras, e não de azeitonas como a grande maioria acredita ser. Historiadores relataram que existem registros que muito antigamente, as alcaparras eram preservadas em grandes vasos de azeite e, quando precisavam retirá-las para uso, elas ficavam com uma consistência parecida com a de um mingau. Ao longo dos anos, incorporaram as azeitonas e transformaram essa pasta secular, em um prato típico da região.


Enganam-se aqueles que enxergam na tapenade apenas uma "pastinha de azeitona para comer com pão". Ela também é isso, mas pode sim ser muito mais. A tapenade pode acompanhar um saboroso queijo de cabra, uma digníssima massa ao molho vermelho, uma simples salada de tomates bem vermelhos, junto com a tradicional caprese, uma pizza de muçarela, um belo filé de peixe, como recheio de sanduíche, e por aí vai. Por conter ingredientes bem marcantes, a pasta é uma verdadeira explosão de sabores. Brega, I know. Mas, sem dúvida alguma, uma deliciosa realidade.

Sobre o preparo, apenas duas palavras: simples e rápido. Assim como o molho pesto, com uma boa camada e azeite sobre as azeitonas moídas, a tapenade também pode ser conservada na geladeira por até duas semanas. Os ingredientes necessários são fáceis de encontrar e, o melhor de tudo, são pouquíssimos: azeitonas, aliche, alcaparras, limão, alho e azeite. As quantidades mudam de acordo com cada paladar. Por exemplo, eu reduzi a medida do alho e do aliche por achar ambos fortes demais. Como não sou fã de azeitonas verdes, optei pelas pretas chilenas que são bem carnudas e um pouco menos amargas. As mudanças, como sempre, vão da sua preferência.


Separe um punhado de azeitonas, e vem comigo!

Para um potinho de tapenade:
  • 1 e ½ xícara de chá de azeitonas pretas chilenas
  • 1 e ½ colher de sopa de alcaparras
  • 1 filé de anchova
  • ½ limão
  • 1 dente de alho grande
  • 5 colheres de sopa de azeite

Compre ou retire o caroço das azeitonas. Reserve.

Pique as alcaparras e o filé de anchova.


No processador ou no liquidificador, misture as azeitonas, as alcaparras picadas, o filé de anchova, o suco do limão, o dente de alho espremido e o azeite. Bata para triturar completamente as azeitonas e incorporá-las aos outros ingredientes. Se houver necessidade, adicione um pouco mais de azeite até a tapenade ficar com uma boa consistência. Não exagere para não deixá-la muito oleosa, ok?


Dica: se quiser, adicione tomilho fresco. 

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller 

3 de outubro de 2014

Petisco: Pastel Assado de Camarão com Cream Cheese e Limão Siciliano



Há alguns meses, meu namorado e eu, fomos conhecer um bar no Jardins chamado Barê. Eu tinha lido uma resenha que falava sobre o lugar e sobre o menu. Obviamente que as comidinhas me chamaram muito mais atenção do que qualquer outra coisa. Enquanto as pessoas escreviam sobre o ambiente, a decoração e a música do local, lá estava eu de olho nos petiscos e nos drinks. Quando eu vi que eles serviam pastel recheado com mascarpone, camarão e limão siciliano, me senti na obrigação de experimentar. Eles conseguiram juntar um punhado de coisas que eu amo e, ainda por cima, fritar. É minha gente, não é fácil estar na minha pele. Provei e amei, claro. Fiquei com o pastelzinho na cabeça, louca para reproduzir um dia.

Ainda falando sobre o social de sexta passada, não estava satisfeita em servir bruschettas, clericot, uma tábua de queijos e castanhas. Eu queria só mais alguma coisa. Uma que fechasse com chave de ouro o meu mini-menu. Sexta-feira, durante o meu horário de almoço, passei no Pão de Açúcar atrás de alguma inspiração comida. Enquanto caminhava, um dos funcionários estava repondo os limões sicilianos. AMO limão siciliano e, de repente, me veio a ideia de reproduzir o pastelzinho do Barê. Era uma ótima oportunidade.


Como não tinha mascarpone na geladeira e não estava com vontade de gastar a fortuna que estavam me cobrando no supermercado, eu optei por substituir por cream cheese. Também utilizei camarão congelado ao invés de fresco. Honestamente, com o fresco fica infinitamente melhor, mas, com o pouco tempo que tinha e pelo preço que queriam cobrar, não pensei duas vezes. Como queria algo mais leve e prático, também achei melhor assar ao invés de fritar.

A dica que eu dou é de fechar BEM as laterais para o recheio não vazar, ok? Ao invés de utilizar pimenta do reino comum, eu escolhi a lemon pepper. Por ela ter um gostinho de limão, achei que combinava melhor do que a tradicional. Bingo! O cream cheese deu um gostinho super especial, então, da próxima dispenso o mascarpone facilmente. Ah! Não se prenda ao formato que eu escolhi. Se você não tiver um aro em casa, faça os pasteis quadrados que fica tão bom quanto.

Vem comigo ver como é fácil!

Para 14 pastéis:

  • 500g de camarão congelado
  • 150g de cream cheese
  • 2 colheres de sopa de cebola picada
  • Raspas de um limão siciliano
  • Suco de ½ limão siciliano
  • 3 colheres de sopa de parmesão ralado
  • Sal a gosto
  • Pimenta lemon pepper a gosto
  • Fio de azeite
  • Massa de pastel
  • Óleo para untar
Descongele os camarões na geladeira na noite anterior ao preparo.

Pique os camarões grosseiramente e reserve.



Em uma panela, coloque um fio de azeite, refogue a cebola e adicione o camarão. Refogue os camarões por cinco minutos em fogo médio. Provavelmente ele vai soltar água, então retire um pouco. Desligue.




Adicione o cream cheese e mexa até derreter.



Junte as raspas, o suco do limão e o queijo ralado. Acerte o sal e a pimenta. Reserve para esfriar e endurecer um pouco a mistura.




Pré-aqueça o forno à 200º.

Corte a massa e disponha um pouco de recheio no centro. Passe água nas bordas, dobre e feche com um garfo. Certifique-se que as bordas estão bem lacradas.





Unte uma assadeira com um pouco de óleo, disponha os pastéis e asse por 15/20 minutos. Você saberá que está no ponto quando a massa começar a ficar moreninha.

Bon Appétit!

Bisous,
Mariana Muller

1 de outubro de 2014

Meio a meio: Bruschettas Cremosas de Abobrinha e de Queijo Brie com Damasco



Gosto muito de receber amigos em casa, e quando o faço procuro preparar comidinhas que agradem todas as pessoas presentes. Nem sempre é fácil de atender todo mundo, portanto, busco receitas práticas que não me façam perder muito tempo ou ter muito trabalho.  Comecei a semana com uma receita de clericot, certo? Pois bem, no post eu disse que para ter êxito bastava servir a bebida com alguns petiscos gostosos que estava tudo certo. Para o social que eu fiz sexta-feira passada, eu decidi preparar uma coisa que todo mundo gosta: bruschettas.


Em encontrinhos como esses, sempre me pedem para preparar as bruschettas de abobrinha cremosa. Esse sabor foi o típico improviso que deu certo. Uma vez, reuni alguns amigos e me programei para fazer uma bruschetta desconstruída, no entanto, no dia, eu tive a adorável not surpresa de que só havia um tomate na geladeira. Como sempre temos abobrinhas e cream cheese, improvisei do jeito que dava. No final das contas, deu super certo. Toda vez que tem algo em casa, pela menos uma fornada delas é requisitada.


O ponto é que dessa vez uma das minhas convidadas não comia abobrinha. Quando pedi para ela provar enquanto acertava o sal, descobri a sua repulsa pelo legume. Entrei em pânico. Já eram dez horas da noite, todos estavam com fome e de novo, não tinha tomates na geladeira. Mais uma vez, o jeito foi improvisar. Aproveitei que tinha comprado um belo pedaço de brie e achei que seria uma boa utilizá-lo. Frutas secas não faltam no meu armário e eu sempre gostei da combinação “queijo brie e damasco”. Então, por quê não colocá-los juntos em uma bruschetta? Sucesso pessoal! E o mais legal: foi fácil pra cacete.


Vem comigo!

Para 17 bruschettas (abobrinha e brie com damasco):
  • 1 filão de pão italiano
  • 2 abobrinhas médias
  • ½ cebola pequena picada
  • 75g de cream cheese (meio pote)
  • ½ xícara de chá de parmesão ralado + para finalizar
  • 6 damascos
  • 6 fatias de brie
  • Q/N de leite
  • Q/N de azeite
  • Sal e pimenta do reino à gosto

Lave as abobrinhas e rale com a ajuda de mandolim e finas rodelas. Reserve.


Em uma frigideira, coloque uma boa quantidade de azeite e quando esquentar refogue a cebola em fogo médio. Refogue até a cebola queimar um pouco.



Adicione a abobrinha e refogue até murchar completamente.


Junte o cream cheese e espere derreter. Caso esteja muito grosso, coloque pouco à pouco o leite até ralear o molho.


Adicione o queijo ralado e misture. Acerte o sal, a pimenta e reserve.


Pré-aqueça o forno à 200º.

Pique os damascos e reserve.


Disponha os pães em uma forma, derrame um fio de azeite sobre eles e coloque-os no forno por 7 minutos. Retire.

Coloque um pouco de recheio de abobrinha sobre as fatias de pão e finaliza com um pouco de parmesão ralado. Para as de brie, cubra cada fatia de pão com um pedaço de queijo e no centro, coloque os damascos picados. Leve ao forno por mais 7 minutos.



Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

19 de fevereiro de 2014

Antepasto simples: Abobrinha Marinada com Vinagre Balsâmico


Aqui em casa, a única pessoa que realmente tem o hábito de fazer um aperitivo antes do almoço é o meu pai. Lá por volta do meio dia ele passa pela cozinha, depois pelo bar e segue direto para a varanda. E é por lá que ele fica até minha mãe chamá-lo para se sentar à mesa. Por conta desse hábito, nunca faltam queijos na nossa geladeira, castanhas e amendoins na dispensa e algumas conservas (picles, cenoura, salsichinhas, cebolinha etc) no armário. Quando ele realmente está animado, sai de baixo! Ele sai de manhã e volta (para desespero da minha mãe) carregado de pães, conservas de berinjela, pastas e outras coisinhas a mais.


O ponto é que apesar de nós (eu, meu irmão e minha mãe) não termos o mesmo hábito que ele, sempre acabamos participando filando comida do aperitivo. E de fato, é prazeroso ficar na varando apreciando o nada e degustando comidinhas e bebidinhas. Por causa dele em especial, decidi fazer o meu primeiro antepasto! Uau, que responsabilidade. Nunca na minha vida tive quedas por conservas e muito menos vontade de fazê-las.

Para variar, procurei uma coisa que sempre tem na geladeira e é super versátil: abobrinha. Com o ingrediente escolhido, o resto ficou fácil! Cebola, alho, azeite, sal, pimenta e... Vinagre balsâmico. Isso mesmo, o balsâmico é adocicado e dá um toque todo especial, sem deixar de lado a acidez do vinagre. Ou seja, perfeito para uma marinada. Em relação ao azeite, escolhi um de excelente qualidade, o Borgel. Ele é bem frutado e tem um gosto maravilhoso! Para pratos em que o azeite é necessário, lembre-se SEMPRE de escolher um bom azeite extra-virgem. Não é frescura, ele faz uma diferença enorme.

Torradinhas a postos, vem comigo! Essa com certeza é a marinada mais simples do mundo!



Para uma marinada pequena:
  • 1 abobrinha média
  • 2 colheres de sopa de cebola bem picada
  • 1 dente grande de alho amassado
  • Q/n de azeite extra-virgem
  • Q/n de vinagre balsâmico (eu usei 4 colheres de sopa)
  • Q/n de água
  • Sal a gosto
  • Pimenta a gosto

Lave bem a abobrinha e escolha de acordo com o seu gosto se quer ela ralada ou em rodelas. Eu preferi fazer ralada, ok?


Em uma frigideira quente, coloque uma boa quantidade de azeite e refogue a cebola bem picada e o dente de alho amassado. Abaixe o fogo pois, o objetivo é liberar o aroma e não queimar. Espere a cebola e o alho ficarem transparentes e adicione a abobrinha. Refogue rapidamente até ela murchar. Desligue o fogo.


Acrescente o vinagre balsâmico e mais uma quantidade de azeite. Despje água filtrada aos poucos para criar um caldo (não muito). Acerte o sal e a pimenta. Se quiser, adicione um pouco mais de azeite.


Espere esfriar e guarde na geladeira.

Bon Appétit!

Bisous,


Mariana Muller

12 de fevereiro de 2014

Um dos melhores aperitivos: Dadinhos de Tapioca com Queijo Coalho


Se você mora em São Paulo e ainda não teve o imenso prazer de conhecer o restaurante Mocotó, pare de perder tempo e trate logo de fazer uma visita a um dos melhores pontos da cidade! Agora, se você já sabe do que estou falando... Não preciso entrar em detalhes porque sei que vai concordar com tudo o que eu disser.

O Mocotó é um daqueles restaurantes que seguem a famosa linha do: bom, barato e bastante. Sem exageros. Na realidade, eu trocaria o bom por EXCELENTE e o bastante por MUITA COMIDA MESMO (em caps lock para você entender a situação). Da cozinha do restaurante saem pratos para serem guardados na memória, cheios de personalidade e muito, eu disse muito, sabor. Talvez por isso a casa já tenha ganhado tantos prêmios e uma legião de fiéis frequentadores. Separe um sábado ou um domingo e prepare-se para enfrentar uma fila de espera daquelas bem caprichadas. CALMA! Eu garanto que isso é bom, na realidade, ótimo. Só faz aumentar a ansiedade e a vontade de mergulhar e se esbaldar em tanto sabor. Sabor carregado de brasilidade, fiel aos encantos nordestinos e com um toque pra lá de criativo.

E foi na minha primeira vez, indo até a Vila Medeiros e encarando uma fila de 3h - sim, 3h. E se você pensa que isso é um absurdo, fique sabendo que já ouvi outras pessoas falarem que esperaram mais de 4h - que eu me apaixonei perdidamente pelo cartão de visitas da casa: os famosos e fantásticos dadinhos de tapioca com queijo coalho, acompanhados de um molho de pimenta agridoce. Na primeira mordida já entendi que a minha espera não seria sofrida. E consequentemente o resto do meu almoço foi doce, senão, divino.

E toda essa história para dizer que desde então tento reproduzir os deliciosos dadinhos de tapioca aqui em casa. Seguindo a receita fiel... Ou quase! Ao invés de molho de pimenta, utilizo uma geleia de pimenta da Queensberry que me quebra uma galhão! Além do que, é uma ótima forma de impressionar os convidados e acalmar el poderoso chefão, ou seja, o meu pai.

Quer garantir o petisco do seu final de semana?

Para uma porção enorme:
  • 250g de tapioca granulada (não é aquela da Pugliesi)
  • 250g ou 4 palitinhos de queijo coalho
  • 500ml de leite integral
  • 1 1/2 colher de café de sal (opcional)
  • 1 pitada de pimenta branca


Rale o queijo de coalho e misture com a tapioca granulada.

Coloque o leite para esquentar e desligue o fogo quando levantar fervura. Em seguida, junte a mistura de queijo coalho com tapioca e misture bem para não formar grumos/pelotas. Adicione a pimenta e o sal. Como o queijo é salgado, veja se há realmente necessidade de colocar mais sal. Continue mexendo até a mistura começar a ficar firme (ela engrossa).

Forre uma assadeira ou um pirex com papel filme, isso ajudará muito na hora de desenformar. Despeje a mistura e nivele a massa alisando a superfície com a ajuda de uma colher. Cubra com papel filme e deixe a massa resfriar. Em seguida, leve a geladeira por mais de 3h (eu fiz a noite e deixei para preparar um pouco antes do almoço).

Desenforme a massa e corte em cubos.

Eu achei melhor assar ao invés de fritar (que é como manda a receita original). Pré-aqueci o forno a 180º e assei em uma forma com papel manteiga por 40 minutos (até os dadinhos ficarem moreninhos). No entanto, se você quiser seguir a receita a risca, frite por imersão os cubinhos até ficarem dourados.

Sirva com molho de pimenta agridoce ou geleia de pimenta.

¡UPDATE! Se quiser servir com melaço de cana também fica fan-tás-ti-co!

Bon Appétit!

Bisous,

Mariana Muller

8 de janeiro de 2014

Aperitivos: Burrata e Bruschetta desconstruída!



Há cerca de dois eu descobri a burrata e nunca mais larguei dela. Fomos jantar em uma pizzaria chamada Quintal do Brás (super indico) e de entrada pedimos uma burrata para petiscarmos. Foi amor à primeira mordida! Para quem não sabe o que é uma burrata, eu explico! É um queijo feito à base de mussarela de búfala e/ou (depende do fabricante) mussarela convencional  e creme de leite. A casca é "rigída" quando comparada ao seu interior, que é cremooooso. Ela tem um gosto meio azedinho - lembra quase um iogurte natural - e combina super bem com azeite, pães, torradas e vegetais frios.

Até então eu só conhecia a burrata da Balkis, que apesar de industrializada quebra um galhão! Até hoje ó encontro para vender no Pão de Açúcar do Morumbi e na Casa Santa Luzia. Em ambos os lugares sempre fico com uma dorzinha no peito na hora de comprar... O preço não ajuda nem um pouco! Ano passado, durante um passeio ao mercadão (sim, eu chamo de passeio porque acho divertido) encontrei uma da marca Vitalatte e comprei para experimentar. Achei o sabor um pouco mais suave que a da Balkis, no entanto, tão boa quanto!

Modéstia a parte, as minhas bruschettas são muito boas e quando faço algum petit comité ou girls night aqui em casa, essa entrada é sempre pedida. Então, em uma dessas oportunidades (no caso, final do ano passado), eu resolvi inovar e unir o útil ao agradável: uma bruschetta desconstruída com a nova descoberta, a burrata da Vitalatte. Eu torrei os pães e coloquei os tomates a parte, assim cada um podia colocar o tanto que quissesse!

Para 4 pessoas, você precisa de:

·         1 filão de pão italiano cortado em fatias
·         5-6 tomates maduros (eu não gosto deles muito moles)
·         1 dente de alho grande
·         Azeite extra-virgem de BOA qualidade
·         Folhas de manjericão frescas
·         Sal e pimenta-do-reino à gosto


Pré-aqueça o seu forno à 180°.

Descasque um dente de alho e esfregue os dois lados de cada fatia de pão italiano. Disponha todas as fatias em uma forma e asse por aproximadamente 10 minutos ou até elas ficarem levemente douradas. Disponha em um prato e reserve.

Aqueça uma frigideira, regue com um fio de azeite e coloque o alho amassado (utilize o que você usou para as fatias de pão). Refogue os tomates rapidamente (rápido mesmo!), tempere com sal e pimenta do reino. Pique algumas folhas de manjericão e acrescente ao tomate.

Vocês se lembram que eu disse que essa é uma bruschetta desconstruída? Então pegue um prato e faça uma cama com os tomates previamente refogados. Coloque a burrata no centro, amasse levemente e regue com um fio de azeite. Regue com azeite as fatias de pão reservadas. 

Dica: a burrata impressiona em qualquer ocasião. Memorize isso! rs

Bon appétit,

Beijos,

Mariana