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11 de junho de 2015

Um básico necessário: Salada de Batata



Quando alguém fala que toda mulher precisa de um pretinho básico no guarda-roupa, não é mentira. Falar que todo cozinheiro precisa conhecer inúmeras receitas-que-também-são-um-pretinho-básico, também não é balela. Existem pratos ou dias que pedem aquela comidinha simples e sem muitos ingredientes. Que acompanha um prato principal e segura a onda como coadjuvante com segurança. Aquele prato que por mais simples que seja, não vai dar vexame. Quando bem executado, ele é até capaz de roubar o papel principal. Hoje eu vou falar sobre uma dessas receitas: a Salada de Batata.



Tenho na minha cabeça que salada de batata é um daqueles pratos clássicos que não só conseguiu se manter vivo ao longo dos anos, como continuou agradando todos os tipos de paladares. Ele é fácil, acompanha zilhares de pratos, pede pouquíssimos ingredientes e ainda por cima tem um bom custo benefício. Do boteco da esquina ao restaurante cinco estrelas, cada um tem a sua versão adaptada de um dos acompanhamentos mais simples e versáteis da nossa culinária. Calma, da nossa culinária não... Ele não é um prato  brasileiro.

Para os curiosos de plantão – a começar por mim -  a salada de batatas tem sotaque europeu. Uns dizem ser puramente alemão, outros preferem afirmar que é russo. Alguns contam que tudo começou na Rússia e, a medida que outros países foram conhecendo o prato, o mesmo sofria alterações de ingredientes para se adaptar aos paladares locais. Outros contam que o prato se popularizou quando a fome assolava o país, e a solução encontrada foi a de cultivar o tubérculo em larga escala. Quando os imigrantes chegaram no país, a salada russa (tradicionalmente conhecida como maionese) foi a que agradou mais o paladar tupiniquim, deixando a tradicional Kartoffelsalat apenas para o alemães. Ninguém perguntou, mas eu prefiro a segunda versão há!



Talvez, a descendência alemã puxe a sardinha para a segunda história. Não só para a história, mas para a preferência também. Em casa temos três versões: uma de batatas amassadas, a com legumes e maçã verde, e finalmente, a clássica que leva apenas batatas em cubos e um tico de maionese. Vou começar pela que eu mais gosto, no caso, a última opção.

Separe um saco de batatas e vem comigo!




Para um bowl de salada de batatas:
  • 1kg de batatas
  • 1 xícara de chá de salsinha
  • 1 cebola média
  • 2 colheres de sopa de maionese
  • 2 colheres de sopa de mostarda
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Azeite a gosto
  • Água para cozinhar as batatas
Comece pelas batatas. Procure escolher batatas com tamanhos parecidos, assim o cozimento será feito de maneira mais uniforme. Cubra as batatas com água e leve ao fogo médio por 20 minutos. Espete as batatas com um garfo para ver se estão macias, se não estiverem deixe mais tempo e vá acompanhando. É importante que as batatas fiquem firmes e não fiquem extremamente cozidas, ok? Quando elas estiverem no ponto, desligue o fogo, escorra a água e passe as batatas por água corrente ou gelada para interromper a cocção. Descasque as batatas, divida em duas ou três partes - dependendo do tamanho da batata - e corte em cubos. Reserve em uma tigela.




Pique a cebola em cubos bem miudinhos. Reserve.


Pique a salsinha e reserve. Se desejar, separe um pouco de salsinha para a finalização.


Acrescente todos os ingredientes reservados às batatas picadas, incluindo a maionese e a mostarda. Misture delicadamente até incorporar todos os ingredientes. Por último, regue a salada com um fio de azeite. Acerte o sal e a pimenta do reino. Finalize com um pouco de salsinha.



Dica: a salada de batata é muito versátil e vai bem com todos os tipos de carnes (vermelha, suína, aves, peixe).

Bon Appétit!

Bisous,
Mariana Muller

20 de janeiro de 2014

Rosbife: alemão ou inglês?


Sempre tive absoluta certeza que o rosbife era um prato típico alemão, até começar a pesquisar. Alguns afirmam que é o tradicional prato de domingo dos ingleses, outros que mais alemão impossível. Honestamente, pouco me importa de quem realmente é. Alemão ou inglês, continua sendo um dos meus pratos prediletos. Acompanhado de um bom molho de cebola picadinha e maionese, e uma salada de batatas daquelas de tirar o chapéu!

Desde pequena vou com muita frequência ao Windhuk, um restaurante alemão ma-ra-vi-lho-so que fica em Moema. Eu gosto tanto da comida que eles preparam, que acabo cometendo o mesmo erro quando vou lá: fico intercalando entre os pratos que mais gosto deixando de experimentar outros. O rodízio fica entre o Paprika Schnitzel (bife de porco a milanesa com molho de páprica), o Einsbein (joelho de porco) e claro, o melhor rosbife da cidade de São Paulo! Sem exageros. Macio, cortado em finas fatias e rosado na medida certa!

Minha avó paterna, dona Lourdes, fazia um rosbife caseiro sensacional! Bem diferente do que eu como no Windhuk, no entanto, tão bom quanto. Sucesso em todos os Natais, a tradição foi passada adiante e hoje, é prato feito com constância aqui em casa!

Com certeza esse é aquele tipo prato que enlouquece qualquer pessoa que gosta muito de carne!

Para uma peça de rosbife:
  • 1,5kg  de contra filé (não uso o filé mignon porque acho sem gosto. Se for substituir, prefira o lagarto)
  • Óleo

Para a vinha d'alho:
  • 400ml de vinho branco seco para cozinhar (ou então vinagre de vinho branco serve)
  • 1 cebola grande picada
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 folhas de louro
  • 1 limão espremido
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • Sal e pimenta do reino a gosto


Limpe a peça de contra filé e reserve.

Prepare a vinha d'alho. Em um recipiente misture todos os ingredientes, coloque a carne e faça alguns furos nela para que a vinha d'alho penetre bem na peça (furos, ok? Por favor não judie da carne). Deixe na coberto na geladeira de um dia para o outro. De vez em quando, vire a peça de carne.

Para fritar é muito simples. Coloque óleo em uma panela bem quente. Com a ajuda de um garfo, vá dourando todos os lados da peça. Não faça em fogo alto porque você corre o risco de queimar muito por fora e deixar totalmente cru por dentro. Frite a carne com calma. Para testar o ponto, eu aperto a superficie da carne com o dedo. Se estiver muito mole, a carne ainda está crua demais.

Lembre-se: fazer rosbife requer paciência. Muita paciência.

Quando a carne estiver pronta, coloque em um bandeja, prepare a faca elétrica e tente cortar finas fatias. Impossível fazer igual a que oferecem nos restaurantes, a não ser que você tenha um cortador de frios na sua cozinha.

Dicas: caso sobre, não se faça de rogado e monte um sanduíche. O gosto acentua depois de um tempo e fica melhor ainda!
Eu gosto de comer com salada de batata, mas nada que não possa ser subtituído por legumes como vagens, ervilhas, cenouras etc.

Bon Appétit!

Bisous,


Mariana Muller